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Segurança Digital: Entenda o novo “Botão de Contestação” do Pix

No quadro de Segurança Digital desta terça-feira (16/12), o policial civil Robson Silva fez um alerta crucial sobre o MED (Mecanismo Especial de Devolução). Com as novas regras do Banco Central, o processo de contestação de fraudes ficou mais acessível, mas os dados revelam que muitos usuários ainda perdem dinheiro por falta de atenção aos detalhes técnicos e aos prazos.

O Salto nas Reclamações e o Desafio da Aceitação
Desde outubro, os bancos foram obrigados a implementar um botão direto de contestação nos aplicativos. O impacto foi imediato:

Explosão de pedidos: A média mensal saltou de 1,3 milhão (até setembro) para 3,5 milhões em outubro.

Queda na aprovação: Apesar do volume maior, a limitação dos pedidos pelos bancos despencou de 25% para apenas 9% em novembro.

O motivo? Segundo Robson, as pessoas estão usando o botão para situações erradas, como Pix enviado por engano para conhecidos. O MED é exclusivo para casos de fraude, golpes ou crimes virtuais .

Passo a Passo: Como usar o Botão de Contestação
O policial simulou o uso do mecanismo e destacou pontos essenciais para o sucesso do pedido:

Localização: Abaixo do comprovante da transação, procure por “Contestar Lançamento” ou “Reclamar MED”.

O Relato é Chave: Não escreva apenas “fui enganado”. Detalhe toda a história, exatamente como faria em um Boletim de Ocorrência.

Anexos: Embora não seja obrigatório para abrir o pedido, a restrição do print das conversas com o golpista e o Boletim de Ocorrência aumenta consideravelmente a chance de facilidade de uso pelo banco.

Regras e Prazos Cruciais
Para que o mecanismo funcione, é fundamental cumprir o cronograma previsto pelo Banco Central. A vítima tem um prazo de até 80 dias após a transação para solicitar o acionamento do MED, porém, Robson enfatiza que a agilidade é o fator determinante: quanto mais rápido o acionamento (preferencialmente em minutos ou poucas horas), maior a chance de o banco encontrar saldo na conta do criminoso.

Uma vez aberta a contestação, o banco tem a obrigação de monitorar e insistir na tentativa de bloqueio de valores na conta de destino por um período de 90 dias . Mesmo que o valor total não seja recuperado de imediato, qualquer valor que entre na conta do fraudador nesse intervalo deve ser retido para devolução. Se o banco encerrar o caso antes desse prazo alegando apenas “falta de saldo”, o cidadão deverá recorrer à ouvidoria da instituição ou ao Banco Central.

“O fundamental é se manter atento e desconfiar sempre, mas se cair no golpe, a rapidez no acionamento do mecanismo é o que faz a diferença entre recuperar ou perder o dinheiro.” -Robson Silva

O que esperar para 2026?
A partir de fevereiro de 2026, o combate às fraudes ganhará um reforço: os bancos poderão avançar o bloqueio não apenas na primeira conta que recebeu o dinheiro, mas em outras quatro ou cinco contas vinculadas, dificultando a estratégia das organizações criminosas de pulverizar os valores rapidamente.

Este foi o último quadro de Segurança Digital do ano, reforçando a prevenção para as movimentações financeiras de final de ano. Entrevista completa no

link: https://youtube.com/live/L6H8IC6mcZw?feature=share

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